{"id":30255,"date":"2021-12-03T09:00:00","date_gmt":"2021-12-03T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?p=30255"},"modified":"2021-12-02T14:41:33","modified_gmt":"2021-12-02T17:41:33","slug":"critica-annette-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica | Annette (2021)"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\">Nota do Filme:<br><img data-recalc-dims=\"1\" width=\"790\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12256\" style=\"width: 300px;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?fit=790%2C60&#038;ssl=1\" alt=\"\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?w=4125&amp;ssl=1 4125w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?resize=300%2C60&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?resize=768%2C154&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?resize=1024%2C205&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?w=1580&amp;ssl=1 1580w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota35.png?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"(max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><br><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><em><strong>Annette<\/strong><\/em> \u00e9 um filme audacioso, grandioso e, por estar t\u00e3o seguro em sua proposta, ele talvez seja um dos maiores espet\u00e1culos visuais da filmografia do diretor <strong>Leos Carax<\/strong>. O franc\u00eas sabe perfeitamente o poder que imagens bem constru\u00eddas podem causar no espectador e, por isso, se sente muito \u00e0 vontade para explorar certos exageros na composi\u00e7\u00e3o dessa trama de ares bastante teatrais. Nada \u00e9 entregue de m\u00e3o beijada, mas por tr\u00e1s das met\u00e1foras e artif\u00edcios visuais, <strong><em>Annette<\/em><\/strong>, na verdade, tem uma mensagem simples e, mesmo sendo um filme imperfeito, consegue emocionar e encantar todos que estiverem dispostos a encarar a experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo de uma ideia concebida pelo duo pop <em>Sparks<\/em>, que tamb\u00e9m assina o roteiro, <strong><em>Annette<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado no Brasil pela <strong>MUBI<\/strong> no dia 26 de novembro, une dois polos aparentemente antag\u00f4nicos da arte: a m\u00fasica e a com\u00e9dia. O filme conta a hist\u00f3ria de Henry McHenry (<strong><a href=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-casa-gucci-house-of-gucci-2021\/\">Adam Driver<\/a><\/strong>), um famoso comediante stand-up que extrai o riso de ofensas \u00e0 sua plateia, cada vez menos lotada. Ele acaba se apaixonando pela estrela de \u00f3pera Ann Defrasnoux (<strong>Marion Cotillard<\/strong>). Eles vivem uma vida glamurosa em Los Angeles at\u00e9 o nascimento de sua filha Annette, que aos poucos vai mudando o relacionamento dos dois.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante pouco mais de duas horas, Leos Carax constr\u00f3i um musical tr\u00e1gico, mas poderoso, que critica com destreza uma infinidade de temas. <strong><em>Annette<\/em><\/strong> fala entre outras coisas sobre o fazer art\u00edstico, monstros internos, fama, masculidade t\u00f3xica e aliena\u00e7\u00e3o parental dentro de um universo onde os sentimentos s\u00e3o transformados em performance, rompendo a barreira do que \u00e9 real e do que \u00e9 imagin\u00e1rio. O diretor compreende bem a liberdade oferecida pelo g\u00eanero e traduz a teatralidade do musical n\u00e3o apenas no visual do filme, mas tamb\u00e9m para estabelecer uma dimens\u00e3o metalingu\u00edstica na trama.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"444\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette3.jpg?resize=790%2C444&#038;ssl=1\" alt=\"Adam Driver e Marion Cotillard em cena de Annette.\" class=\"wp-image-30298\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette3.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette3.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Se munindo de uma linguagem muito pr\u00f3pria, Carax consegue \u00eaxito em muitos pontos de seu projeto, sobretudo quando trabalha a dificuldade do ser humano em se desvencilhar das proje\u00e7\u00f5es que ele faz no outro. Ao fazer de <strong><em>Annette<\/em><\/strong> um grande espet\u00e1culo musical metalingu\u00edstico de exageros, certos simbolismos funcionam muito bem para traduzir em imagens esse sentimento de projetar expectativas no outro e nunca v\u00ea-lo como ele realmente \u00e9. O peso dram\u00e1tico desse tema \u00e9 bastante forte e o diretor consegue transmitir, atrav\u00e9s de met\u00e1foras, m\u00fasicas e dicotomias, as consequ\u00eancias cru\u00e9is de ser sufocado pelas pr\u00f3prias proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira metade do filme se dedica mostrar o romance do casal protagonista e tamb\u00e9m suas performances no palco, que \u00e9 quando Carax estabelece um dos grandes paralelos da trama. Enquanto Ann, uma mulher alegre e carinhosa, est\u00e1 completamente segura de si encenando uma personagem que caminha graciosamente para uma grande trag\u00e9dia, o melanc\u00f3lico Henry est\u00e1 no palco o tempo todo dialogando com seu p\u00fablico sem nunca ter a palavra final sobre quem \u00e9 ou qual seu prop\u00f3sito. Henry, que flerta constantemente com o abismo, v\u00ea sua carreira afundar cada vez mais e esse fato desencadeia v\u00e1rios conflitos na hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"427\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette4.jpg?resize=790%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"Marion Cotillard em cena de Annette.\" class=\"wp-image-30299\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette4.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette4.jpg?resize=768%2C415&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette4.jpg?resize=1536%2C830&amp;ssl=1 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da externaliza\u00e7\u00e3o de sentimentos atrav\u00e9s das letras das m\u00fasicas, dos pap\u00e9is que ambos os artistas desempenham no palco e das diversas ferramentas visuais, <strong><em>Annette<\/em><\/strong> atravessa a quarta parede e nos faz refletir sobre nosso h\u00e1bito como p\u00fablico de endeusar figuras numa dimens\u00e3o al\u00e9m da natural, sem pensar na pessoa por tr\u00e1s da performance. Essa discuss\u00e3o est\u00e1 presente, sobretudo, na segunda metade da hist\u00f3ria na forma como o diretor escolhe representar a crian\u00e7a Annette quando esta se torna uma estrela mundialmente conhecida por seu dom.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, mesmo no controle da linguagem que criou para seu filme, a f\u00f3rmula n\u00e3o \u00e9 de todo perfeita. A explos\u00e3o de ferramentas usadas pelo diretor faz sentido dentro da trama, mas depois da primeira hora, essa atmosfera come\u00e7a a pesar. De fato, a dura\u00e7\u00e3o se torna um problema, a repeti\u00e7\u00e3o de sentimentos atrav\u00e9s das m\u00fasicas fica enfadonha e uma boa parte de <strong><em>Annette<\/em><\/strong> parece se perder dentro do pr\u00f3prio universo. A impress\u00e3o \u00e9 que o filme se esfor\u00e7a (e muito) para se esconder, desnecessariamente, dentro dele mesmo. Em certos momentos, at\u00e9 o exagero proposital pode passar do ponto e essa literalidade toda, que \u00e9 repetida diversas vezes para o espectador, termina sendo um problema.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"427\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?resize=790%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"Simon Helberg em cena de Annette.\" class=\"wp-image-30300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?resize=768%2C415&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?resize=1536%2C831&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?resize=2048%2C1107&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette5-scaled.jpg?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Talvez um dos principais motivos para que a coisa toda tenha desandado seja o foco exagerado do longa no Henry de Adam Driver, que faz um trabalho memor\u00e1vel, mas \u00e9 sabotado por um personagem dif\u00edcil de acompanhar. Ainda que seu relacionamento com Ann seja o grande destaque da hist\u00f3ria, Cotillard n\u00e3o tem tanto tempo de tela quanto ele e mesmo que Driver desempenhe a tarefa com muito louvor, o personagem \u00e9 bastante intrag\u00e1vel. Ainda assim, o ator \u00e9 o maior destaque do filme e consegue trazer para Henry uma melancolia e brutalidade muito bem-vindas.<\/p>\n\n\n\n<p>Marion est\u00e1 reluzente como Ann e sua delicadeza \u00e9 tocante, mas era <strong><a href=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/lista-05-series-imperdiveis-de-comedia\/\">Simon Helberg<\/a><\/strong>, o pianista que acompanha Ann nos shows, quem merecia mais destaque. Seu personagem tem dois \u00f3timos momentos no filme e fica a sensa\u00e7\u00e3o de que ele podia ter mais destaque na trama. Al\u00e9m de ter um passado com a cantora, ele \u00e9 uma das pessoas que compactua com a explora\u00e7\u00e3o do dom de Annette, e justamente por isso seu arco poderia ser muito mais desenvolvido. Talento n\u00e3o lhe falta para segurar a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um todo, <strong><em>Annette<\/em><\/strong> \u00e9 uma obra que discute atrav\u00e9s da caricatura e do exagero teatral o grande abismo que separa a percep\u00e7\u00e3o alheia daquilo que realmente somos. Mergulhando de cabe\u00e7a na linguagem do musical e acrescentando enormes doses de metalinguagem, ele tem toda a inten\u00e7\u00e3o de ser um filme grandioso, pena que se esfor\u00e7a demais, fica cansativo e boa parte da hist\u00f3ria acaba se perdendo nas pr\u00f3prias regras. Quando chega \u00e0 cena final, contudo, acaba se tornando t\u00e3o poderoso quanto gostaria de ser e alcan\u00e7a com folga aquele que deve ser um de seus principais objetivos: provocar os sentimentos e a imagina\u00e7\u00e3o do espectador por um longo tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Annette \u00e9 um filme audacioso, grandioso e, por estar t\u00e3o seguro em sua proposta, ele talvez seja um dos maiores espet\u00e1culos visuais da filmografia do&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":108,"featured_media":30296,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[4228,3083,5224,5225,5226,4830,3771],"class_list":["post-30255","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-critica","tag-4228","tag-adam-driver","tag-annette","tag-leos-carax","tag-marion-cotillard","tag-mubi","tag-simon-helberg"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"cine\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-12-03T12:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Crystal Ribeiro\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@cinematologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cinematologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Crystal Ribeiro\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\"},\"author\":{\"name\":\"Crystal Ribeiro\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/77595839fdda5bfbaed48d785b92b705\"},\"headline\":\"Cr\u00edtica | Annette (2021)\",\"datePublished\":\"2021-12-03T12:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\"},\"wordCount\":1051,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1\",\"keywords\":[\"2021\",\"Adam Driver\",\"Annette\",\"Leos Carax\",\"Marion Cotillard\",\"MUBI\",\"Simon Helberg\"],\"articleSection\":[\"Cr\u00edtica\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\",\"name\":\"Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1\",\"datePublished\":\"2021-12-03T12:00:00+00:00\",\"description\":\"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1\",\"width\":1280,\"height\":720},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Cr\u00edtica | Annette (2021)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\",\"name\":\"cine\",\"description\":\"Conectando pessoas ao mundo da tv.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\",\"name\":\"cine\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1\",\"width\":600,\"height\":198,\"caption\":\"cine\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia\",\"https:\/\/x.com\/cinematologia\",\"http:\/\/instagram.com\/cinematologia\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/77595839fdda5bfbaed48d785b92b705\",\"name\":\"Crystal Ribeiro\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c33116781824780c659edbd987e3c23c997f15352c1e4a7fb0db43c5456cba7?s=96&d=blank&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c33116781824780c659edbd987e3c23c997f15352c1e4a7fb0db43c5456cba7?s=96&d=blank&r=g\",\"caption\":\"Crystal Ribeiro\"},\"description\":\"Jornalista viciada em recomendar filmes e revisora de textos recifense que vive escrevendo sobre cinema nas horas vagas.\",\"sameAs\":[\"https:\/\/instagram.com\/crystallribeiro\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/crystal-ribeiro\/\"],\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/author\/crystal-cost\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine","description":"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine","og_description":"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.","og_url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/","og_site_name":"cine","article_publisher":"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia","article_published_time":"2021-12-03T12:00:00+00:00","og_image":[{"width":1280,"height":720,"url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","type":"image\/jpeg"}],"author":"Crystal Ribeiro","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@cinematologia","twitter_site":"@cinematologia","twitter_misc":{"Escrito por":"Crystal Ribeiro","Est. tempo de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/"},"author":{"name":"Crystal Ribeiro","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/77595839fdda5bfbaed48d785b92b705"},"headline":"Cr\u00edtica | Annette (2021)","datePublished":"2021-12-03T12:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/"},"wordCount":1051,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","keywords":["2021","Adam Driver","Annette","Leos Carax","Marion Cotillard","MUBI","Simon Helberg"],"articleSection":["Cr\u00edtica"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/","name":"Cr\u00edtica | Annette (2021) - cine","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","datePublished":"2021-12-03T12:00:00+00:00","description":"Com Annette, Leos Carax volta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o com musical ambicioso e provocador, mas que acaba se perdendo em sua pr\u00f3pria linguagem de exageros.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","width":1280,"height":720},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-annette-2021\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Cr\u00edtica | Annette (2021)"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/","name":"cine","description":"Conectando pessoas ao mundo da tv.","publisher":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization","name":"cine","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1","width":600,"height":198,"caption":"cine"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia","https:\/\/x.com\/cinematologia","http:\/\/instagram.com\/cinematologia"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/77595839fdda5bfbaed48d785b92b705","name":"Crystal Ribeiro","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c33116781824780c659edbd987e3c23c997f15352c1e4a7fb0db43c5456cba7?s=96&d=blank&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c33116781824780c659edbd987e3c23c997f15352c1e4a7fb0db43c5456cba7?s=96&d=blank&r=g","caption":"Crystal Ribeiro"},"description":"Jornalista viciada em recomendar filmes e revisora de textos recifense que vive escrevendo sobre cinema nas horas vagas.","sameAs":["https:\/\/instagram.com\/crystallribeiro","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/crystal-ribeiro\/"],"url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/author\/crystal-cost\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/annette1.jpg?fit=1280%2C720&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p95f5H-7RZ","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/users\/108"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30255"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30255\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30304,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30255\/revisions\/30304"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30296"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}