{"id":27456,"date":"2021-04-06T13:08:12","date_gmt":"2021-04-06T16:08:12","guid":{"rendered":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?p=27456"},"modified":"2021-04-06T13:14:04","modified_gmt":"2021-04-06T16:14:04","slug":"critica-camille-claudel-1915-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-camille-claudel-1915-2013\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica | Camille Claudel, 1915 (2013)"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\">Nota do filme:<br><img data-recalc-dims=\"1\" width=\"790\" decoding=\"async\" height=\"60\" class=\"wp-image-12257\" style=\"width: 300px;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?fit=790%2C60&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?w=4125&amp;ssl=1 4125w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?resize=300%2C60&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?resize=768%2C154&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?resize=1024%2C205&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?w=1580&amp;ssl=1 1580w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota40.png?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"(max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><br><\/h3>\n\n\n\n<p>Camille Claudel? A estudante do Auguste Rodin? Amante? Ela depois virou esposa dele, n\u00e9? \u00c9 incont\u00e1vel as vezes que o nome da artista gr\u00e1fica e escultora francesa esteve relacionado somente ao tempo que viveu ao lado de Rodin, um dos maiores nomes da escultura moderna francesa. \u00c9 como se o tempo tivesse apagado completamente a sua viv\u00eancia independente e particular, que foi t\u00e3o grandiosa quanto a que ela dividiu com o artista franc\u00eas, em favor de uma misoginia estrutural. Por anos, Claudel criou, isolada em um est\u00fadio em Paris, obras que hoje s\u00e3o consideradas revolucion\u00e1rias entre os cr\u00edticos e entusiastas das artes pl\u00e1sticas e na \u00e9poca eram praticamente ignoradas, o que a levou ao decl\u00ednio emocional e art\u00edstico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o ponto de partida de Camille Claudel (2013), longa-metragem de Bruno Dumont que, baseado em cartas trocadas entre a artista e o irm\u00e3o Paul Claudel, se prevalece dos 30 anos nos quais ela viveu internada em uma institui\u00e7\u00e3o mental como consequ\u00eancia desse isolamento em um roteiro que \u00e9 uma uma grande homenagem e repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ao legado deixado por ela. Depois do relacionamento com Rodin, a artista, uma das poucas mulheres do ciclo art\u00edstico da \u00e9poca, tentou continuar com as suas cria\u00e7\u00f5es, mas acabou entrando em um estado de paran\u00f3ia de que suas obras e ela estavam sendo perseguidas por Rodin. Essa resposta pode parecer sem fundamento aos olhos superficiais de quem julga, mas, no fundo, ela n\u00e3o estava em completa insensatez.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"442\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Screen-Shot-2019-07-08-at-11.09.04-AM.jpg?resize=790%2C442&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27514\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Screen-Shot-2019-07-08-at-11.09.04-AM.jpg?w=1274&amp;ssl=1 1274w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Screen-Shot-2019-07-08-at-11.09.04-AM.jpg?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Internada em 1913, a artista, que j\u00e1 vive h\u00e1 dois anos sob essa condi\u00e7\u00e3o, \u00e9 retratada na obra de Dumont durante tr\u00eas dias da sua rotina sob uma decupagem totalmente inspirada nos conceitos neorrealistas, descortinando os seus sentimentos e motiva\u00e7\u00f5es, assim como as ambiguidades da vida e como elas transpassam pela personagem. Apesar de n\u00e3o focar em uma personagem diretamente sociopol\u00edtica popular, a obra, assim como os filmes italianos da \u00e9poca, se responsabiliza, sob os ideais de Cesare Zavattini, por ficcionalizar o real, amplificando o imediatismo e o tempo de espera dessas realidades que poderiam ser encontradas a cada esquina. O objetivo aqui, elucidado pelo realismo de Gyorgy Luk\u00e1cs, n\u00e3o \u00e9 deformar a realidade com uma ideia decadente de manic\u00f4mio, mas sim articular todas as camadas dessa experi\u00eancia vivida por uma pessoa que realmente existiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma condu\u00e7\u00e3o lenta, onde nada de extraordin\u00e1rio efetivamente acontece, \u00e9 como se o espectador realmente estivesse passando tr\u00eas dias ao lado da artista, observando-a em sua rotina de acordar, lhe darem banho, preparar sua comida, procurar por um espa\u00e7o onde possa ficar sozinha e esperar pela visita do seu irm\u00e3o &#8211; algo que ela passa o filme inteiro aguardando. Sob essa repeti\u00e7\u00e3o dos dias e do realismo natural do espa\u00e7o (foi-se utilizado a equipe e pacientes, todos n\u00e3o atores, do asilo escolhido para filmagens) o filme enfatiza exatamente o que teria acontecido se a c\u00e2mera n\u00e3o estivesse ali ou se n\u00e3o houvesse uma recria\u00e7\u00e3o, de modo a valorizar muito mais a espontaneidade da vida do que a manipula\u00e7\u00e3o narrativa que o cinema cl\u00e1ssico prop\u00f5e.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"524\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/e0684ba09ba47769b3aab8447908b5bf.jpg?resize=790%2C524&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27466\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/e0684ba09ba47769b3aab8447908b5bf.jpg?w=1476&amp;ssl=1 1476w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/e0684ba09ba47769b3aab8447908b5bf.jpg?resize=768%2C509&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso criar nada quando a realidade dessa artista, com todos os seus deslocamentos, sil\u00eancio e gestos, j\u00e1 diz muito. A monotonia aqui \u00e9 casualmente turbulenta e Dumont soube equilibrar e investigar os constituintes que permeiam essa vida de forma coesa e minuciosa durante o filme a partir dos elementos est\u00e9ticos e narrativos: a solid\u00e3o de n\u00e3o receber constantes visitas e de n\u00e3o poder mandar cartas para antigas amigas; o inc\u00f4modo dos gritos dos pacientes, do tratamento dos m\u00e9dicos e da perda da liberdade; a nostalgia dos tempos que criava; a esperan\u00e7a de um dia sair e retomar a sua vida em um canto s\u00f3 seu; e a \u201cloucura\u201d de perder tudo o que era seu para as m\u00e3os de um homem que invalidou todo o seu trabalho. Tudo isso estava expl\u00edcito na mise-en-scene de cada longo plano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira cena do filme, o espectador j\u00e1 se depara com Camille nua e sendo lavada pelas enfermeiras na frente de todo mundo. Sem oferecer nenhuma palavra, a situa\u00e7\u00e3o rotineira j\u00e1 apresenta a aus\u00eancia de qualquer autonomia e privacidade. Em paralelo, logo depois v\u00ea-se a artista cozinhando a sua pr\u00f3pria comida, \u00fanico momento que pode fazer algo por si pois alega que corre o risco de ser envenenada. Ela se agarra tanto a esses pequenos atos que quando um dos m\u00e9dicos tenta impedir que ela o fa\u00e7a ela sai em defesa como se sua vida dependesse disso. No decorrer do filme, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil achar cenas nas quais Camille tenta se desvencilhar dos outros pacientes, que vivem gritando \u00e0 sua volta. Sua rotina \u00e9 uma verdadeira dicotomia, cujo principal desafio \u00e9 tentar manter vivos quaisquer resqu\u00edcios de ser humano enquanto, diariamente, tudo a leva a um apagamento total de sua presen\u00e7a em um lugar onde ela claramente n\u00e3o pertence.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"527\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/EFUFQQTJX4I6HNJSJRJOBXTXKQ.jpg?resize=790%2C527&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27468\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/EFUFQQTJX4I6HNJSJRJOBXTXKQ.jpg?w=1440&amp;ssl=1 1440w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/EFUFQQTJX4I6HNJSJRJOBXTXKQ.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sem nenhuma manipula\u00e7\u00e3o artificial, como m\u00fasicas que conduzem a emo\u00e7\u00e3o do espectador, a for\u00e7a do filme est\u00e1 na organicidade sonora e ambiental, potencializada por uma interpreta\u00e7\u00e3o completamente silenciosa e excruciante de Juliette Binoche. A atriz francesa comanda as cenas, praticamente todas sem di\u00e1logos, com um desnude total da sua interpreta\u00e7\u00e3o, que com certeza iria agradar as exig\u00eancias de Zavattini. Na pele de Camille, Binoche disp\u00f5e na tela todas as ang\u00fastias, revoltas e anseios da personagem, que estabelecem seu lugar no mundo e reverberam certos aspectos sociais da \u00e9poca, atrav\u00e9s da linguagem corporal e dos gestos. \u00c9 quase como se a atriz tivesse reencarnado na artista de t\u00e3o crua que se posicionou diante da c\u00e2mera. Entregue \u00e0 realidade dos fatos, Juliette consegue se movimentar pelas ondas de sentimentos da personagem de forma natural que at\u00e9 o espectador esquece que h\u00e1 de fato uma interpreta\u00e7\u00e3o em jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na primeira parte do filme, h\u00e1 uma cena na qual Claudel est\u00e1 andando pelo corredor desmotivada e sem aparente vontade de viver e recebe a not\u00edcia de que seu irm\u00e3o ir\u00e1 visit\u00e1-la. Em quest\u00f5es de segundos, Binoche transita entre a depress\u00e3o para a felicidade esperan\u00e7osa em uma crise de riso e choro. \u00c9 impressionante como toda a movimenta\u00e7\u00e3o da atriz nas cenas \u00e9 t\u00e3o latente e acess\u00edvel que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se envolver. Se nesse momento o que vemos \u00e9 uma pequena alegria no meio do pesar, em outro h\u00e1 a personifica\u00e7\u00e3o da melancolia. Enquanto observa uma representa\u00e7\u00e3o de um romance por um casal de pacientes, Juliette somente com a for\u00e7a do olhar marejados e com um certo brilho transparece tudo o que ela sente ao ver aquela cena de amor: lembran\u00e7as do relacionamento com Rodin, de tempos \u00e1ureos, de algo que ela j\u00e1 foi capaz de viver e hoje lhe foi tirado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A dire\u00e7\u00e3o de Dumont \u00e9 plena em respeito \u00e0 ess\u00eancia da realidade da artista. At\u00e9 mesmo a aus\u00eancia dos di\u00e1logos \u00e9 uma forma de ressaltar a claustrofobia e solitude da personagem. Afinal, para que falar quando n\u00e3o ser\u00e1 ouvida? \u00c9 um gasto de energia que ela n\u00e3o pode se dar ao luxo. Em contraste com todo o sil\u00eancio das outras cenas, ouvi-la falar, portanto, \u00e9 um momento quase libert\u00e1rio. A intensidade que Juliette Binoche oferece ao \u00fanico mon\u00f3logo verborr\u00e1gico da personagem para o irm\u00e3o \u00e9 tamanha que, para al\u00e9m das palavras, a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a da exposi\u00e7\u00e3o de tudo o que est\u00e1 entalado dentro de si; era a chance de ser ouvida e compreendida; era, talvez, sua \u00fanica chance de talvez voltar a viver.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"343\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tumblr_8639884e0d27b5252e2548cfc7cf0495_e5fe2987_2048.png?resize=790%2C343&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27515\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tumblr_8639884e0d27b5252e2548cfc7cf0495_e5fe2987_2048.png?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tumblr_8639884e0d27b5252e2548cfc7cf0495_e5fe2987_2048.png?resize=768%2C334&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tumblr_8639884e0d27b5252e2548cfc7cf0495_e5fe2987_2048.png?resize=1536%2C667&amp;ssl=1 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O \u00fanico momento que esse imediatismo de Zavattini n\u00e3o \u00e9 o protagonista do drama \u00e9 quando o filme se desloca para o ponto de vista de Paul Claudel, j\u00e1 nos momentos finais. Em uma linha narrativa que remete aos discursos de Guido Aristarco, o personagem de Paul \u00e9 totalmente constru\u00eddo sob um estere\u00f3tipo em movimento que se contrap\u00f5e diretamente com quem Camille Claudel \u00e9. Interpretado por Jean-Luc Vincent, o irm\u00e3o da artista \u00e9 um ferrenho religioso que n\u00e3o percebe a vida para al\u00e9m dos dogmas, julgando a todos que n\u00e3o se encaixam nesse padr\u00e3o social que lhe consome. Em apenas um personagem, foi depositado todos as caracter\u00edsticas que definem o machismo, a intoler\u00e2ncia e incompreens\u00e3o &#8211; uma reflex\u00e3o direta dos padr\u00f5es sociais da \u00e9poca &#8211; que Claudel sofre constantemente. Seus movimentos parecem propositalmente calculados para n\u00e3o terem a mesma espontaneidade da primeira parte do filme.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tumblr_d3a7318668350437f87071d783fccad6_fd53ad76_500.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27465\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Sua primeira cena \u00e9 em uma beira da estrada, onde sai do carro para rezar em um plano que o coloca em um contato direto com o espectador, como se quisesse convenc\u00ea-lo do que diz. Cada cena foi pensada para representar uma faceta do todo. Se na primeira j\u00e1 fica claro o fanatismo, na pr\u00f3xima dele em um quarto hotel completamente vazio, explicita-se o julgamento do mundo por uma perspectiva intolerante e invejosa: ele escreve uma carta para uma conhecida que, segundo ele, tamb\u00e9m cometeu o mesmo crime da sua irm\u00e3 &#8211; que agora est\u00e1 pagando o pre\u00e7o. Fica claro que ele ressente o talento dela e julga o papel que a arte teve na vida dela, culpabilizando o fazer art\u00edstico pelo estado de loucura de Camille.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa mudan\u00e7a cause um certo estranhamento no espectador, em rela\u00e7\u00e3o com o todo, foi uma inser\u00e7\u00e3o narrativa que, na verdade, potencializa ainda mais o espectro emocional. Durante toda a primeira parte do filme, a presen\u00e7a de Paul \u00e9 quase onipresente na expectativa que a artista coloca na visita dele; \u00e9 o que a incentiva a levantar da cama nos dias que seguem. Quando Dumont apresenta, sem aviso, que esse personagem \u00e9, na verdade, o oposto idealizado por ela, uma tristeza se apropria do restante do filme. N\u00e3o h\u00e1 mais esperan\u00e7a. A liberta\u00e7\u00e3o dela \u00e9 uma ilus\u00e3o, j\u00e1 que esse homem nada mais \u00e9 do que a representa\u00e7\u00e3o da mesma sociedade que a transformou em uma presen\u00e7a absorta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"HIFF (2013) - Camille Claudel 1915 Trailer - Juliette Binoche Biography HD\" width=\"790\" height=\"444\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EcdBjGqHj4M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Potencializada pela est\u00e9tica e montagem do filme, essa narrativa produz propositalmente uma experi\u00eancia ma\u00e7ante e desgastante&nbsp; &#8211; assim como foi para ela. Ao final do filme, o espectador se encontra t\u00e3o let\u00e1rgico quanto Camille Claudel. Mesmo entre algumas sequ\u00eancias sacais, o diretor consegue, durante os 87 minutos, ir ao cerne da quest\u00e3o a todo momento. Na metade do caminho, o espectador j\u00e1 se questiona como algu\u00e9m foi capaz de viver desse jeito por 30 anos. \u00c9 desesperador quando, assim como Claudel, quem assiste percebe que nada vai mudar, a n\u00e3o ser a claustrofobia di\u00e1ria que se materializar\u00e1 cada vez mais. Como defende Zavattini, o filme n\u00e3o oferece solu\u00e7\u00f5es e muito menos respostas definitivas, pois a realidade n\u00e3o tem fim &#8211; a n\u00e3o ser no momento de sua morte. As respostas est\u00e3o exatamente nesses pequenos fazeres e sentimentos do dia a dia, que refletem o passado, o presente e at\u00e9 mesmo o futuro dessa artista.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob uma \u00f3tica realista e claustrof\u00f3bica, Juliette Binoche descortina a verdade da artista Camille Claudel durante o seu per\u00edodo vivido em uma institui\u00e7\u00e3o m\u00e9dica 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