{"id":26451,"date":"2021-02-25T19:41:55","date_gmt":"2021-02-25T22:41:55","guid":{"rendered":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?p=26451"},"modified":"2021-10-26T12:40:48","modified_gmt":"2021-10-26T15:40:48","slug":"critica-eu-me-importo-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020)"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align:left\">Nota do Filme:<br\/><img data-recalc-dims=\"1\" width=\"790\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12254\" style=\"width: 300px;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?fit=790%2C60&#038;ssl=1\" alt=\"\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?w=4125&amp;ssl=1 4125w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?resize=300%2C60&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?resize=768%2C154&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?resize=1024%2C205&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?w=1580&amp;ssl=1 1580w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/nota25.png?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"(max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><br\/><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Em um pseudo di\u00e1logo moderno com o g\u00eanero noir, marcado por personagens que questionavam a moralidade e muitas vezes para legitimar um discurso, Eu Me Importo (2020), dirigido por J Blakeson, \u00e9 um filme de com\u00e9dia sat\u00edrica e thriller criminal cujo verve \u00e9 a dualidade da realidade, dos valores, personas e posturas. O longa lan\u00e7ado pela Netflix apresenta Marla Grayson (Rosamund Pike), uma personagem de m\u00e1 \u00edndole duvidosa que ascende socialmente ao roubar dinheiro de idosos enquanto sua guardi\u00e3 legal. Ao lado da parceira e esposa Fran (Eiza Gonzalez), elas aplicam os golpes com a ajuda de figuras legitimadas e institucionalizadas, como m\u00e9dicos, ju\u00edzes e policiais, para subverterem a lei a seu favor. <\/p>\n\n\n\n<p>O que elas n\u00e3o esperam \u00e9 que entre um golpe e outro, uma cereja, o que elas chamam da v\u00edtima perfeita, poderia colocar em risco todo o esquema: interpretada por Dianne Wiest, Jennifer Peterson tem 70 anos e \u00e9 m\u00e3e de Roman Lunyov (Peter Dinklage), chefe da m\u00e1fia russa em um esquema de tr\u00e1fico de j\u00f3ias com mulheres como mulas, contrastando diretamente com o conluio da dupla. Sob essa \u00f3tica ir\u00f4nica, o filme prop\u00f5e-se ent\u00e3o a satirizar a sociedade moderna, em veem\u00eancia o sonho americano, a partir de uma no\u00e7\u00e3o classicista e totalmente amoral que resulta em um duelo entre dois iguais. A premissa, embora instigante, logo se transforma em uma sequ\u00eancia fracassada que \u00e9 potencializada pela atua\u00e7\u00e3o vigorosa e c\u00ednica do seu elenco; o roteiro irregular e as escolhas estil\u00edsticas do diretor anulam o longa-metragem em si mesmo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ao comando de Blakeson, que tamb\u00e9m assina o roteiro, o filme come\u00e7a com um voice-over que cumpre com a fun\u00e7\u00e3o de apresentar n\u00e3o apenas o argumento como tamb\u00e9m as motiva\u00e7\u00f5es da personagem: <em>\u201cN\u00e3o existem pessoas boas. Jogar limpo \u00e9 uma piada criada pelos ricos para manter o resto de n\u00f3s pobres. H\u00e1 dois tipos de pessoas no mundo: as que pegam e as que perdem. Predadores e presas. Le\u00f5es e cordeiros. Meu nome \u00e9 Marla Grayson e eu sou uma leonina.\u201d<\/em><strong> <\/strong>Visto que trata-se de uma hist\u00f3ria cuja moralidade crist\u00e3 podem se sobrepor \u00e0 experi\u00eancia do filme, a escolha por trazer uma narra\u00e7\u00e3o em primeira pessoa dirigida ao espectador foi essencial para que fosse poss\u00edvel um interesse m\u00ednimo, pelo bem ou pelo mal, na trajet\u00f3ria da personagem e no discurso que ela defendia: uma diatribe \u00e0 sociedade meritocr\u00e1tica e capitalista, com a qual muitos podem se identificar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ao ouvir o discurso de den\u00fancia da hipocrisia dos ricos, do jogo de poder e ascens\u00e3o social, o p\u00fablico j\u00e1 est\u00e1 inserido no pensamento heterodoxo da personagem. A ideia de usar um crime que n\u00e3o \u00e9 considerado hediondo e acontece debaixo dos panos por meio legais como a veia cr\u00edtica \u00e9 genial, de modo a colocar em questionamento at\u00e9 que ponto as pessoas que chegaram ao topo foram honestas e se \u00e9 poss\u00edvel existir algu\u00e9m que consiga manter a postura de bom samaritano, desafiando o p\u00fablico a olhar para si mesmo, para suas pr\u00f3prias atitudes perante o almejo do sucesso financeiro e, portanto, social.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"417\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-2.jpg?resize=790%2C417&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-26455\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-2.jpg?w=1777&amp;ssl=1 1777w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-2.jpg?resize=768%2C405&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-2.jpg?resize=1536%2C810&amp;ssl=1 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os primeiros momentos do filme nesse sentido s\u00e3o primorosos, justamente por conseguir sintetizar todo esse questionamento em uma dire\u00e7\u00e3o sagaz com o uso de dispositivos tradicionais da linguagem cinematogr\u00e1fica: a mise en scene de Blakeson engloba todo o cinismo c\u00f4mico e cr\u00edtico atrav\u00e9s de uma imagem da protagonista de costas com foco no ouvido dela, na qual se pode ouvir a s\u00faplica do filho de um dos idosos que est\u00e1 sob os cuidados de Grayson, e que termina com ela ajeitando de forma sistem\u00e1tica os itens que est\u00e3o na sua mesa antes do momento da sua defesa pessoal evidenciado por um close de seu rosto. Em apenas uma sequ\u00eancia de planos e movimento de c\u00e2mera classicamente precisos, o diretor j\u00e1 consolida a imagem cartesiana de Marla, de uma mulher que n\u00e3o tem empatia nenhuma por ningu\u00e9m a n\u00e3o ser por sua pr\u00f3pria gan\u00e2ncia e vis\u00e3o de mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>O triunfo da cena est\u00e1 exatamente na constru\u00e7\u00e3o visual dessa virtude imoral, que est\u00e1 subentendida em cada detalhe do rosto e trejeito da atriz, em sintonia com a primeira fala da personagem j\u00e1 em cena. Ela aponta que, diferente dos parentes, ela n\u00e3o tem v\u00ednculo emocional nenhum e portanto pode lidar de forma muito mais coesa com todas as decis\u00f5es que, at\u00e9 ent\u00e3o, devem visar o bem-estar do idoso. Tudo isso \u00e9 dito direcionado n\u00e3o para o advers\u00e1rio, aqui o filho, mas sim para um juiz, que representa durante todo o filme o sistema judicial, as leis que deveriam pautar a ordem social e a justi\u00e7a plena. O fato do juiz endossar o discurso de Marla enquanto anula quaisquer questionamentos levantados pelo filho \u00e9 a s\u00e1tira e a realidade em jogo: a f\u00e1cil manipula\u00e7\u00e3o do fr\u00e1gil sistema legislativo, que conv\u00e9m a ambos os lados. \u00c9 aqui que ela tamb\u00e9m nos convence a seguir, por mais que n\u00f3s n\u00e3o compactuemos, no caminho dela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa introdu\u00e7\u00e3o do bem contra o mal e todas as intemp\u00e9ries duvidosas que permeiam e sustentam a sociedade \u00e9 a sintonia entre o roteiro e a dire\u00e7\u00e3o de Blakeson, cuja precis\u00e3o vai se esvaindo assim como a for\u00e7a do texto no decorrer do filme. Em uma constru\u00e7\u00e3o arqu\u00e9tipa dos personagens, o roteiro do filme n\u00e3o se preocupa em apresent\u00e1-los como algo al\u00e9m disso, permitindo-se que eles sejam apenas v\u00e1cuos de outras figuras do mesmo g\u00eanero. At\u00e9 mesmo quando trata-se de estruturas j\u00e1 vistas, \u00e9 preciso que o filme apresente alguma caracter\u00edstica que enrique\u00e7a esse personagem perante a trama em que est\u00e1 envolvido, mesmo que n\u00e3o seja algo extremamente profundo ou at\u00e9 mesmo original. N\u00e3o \u00e9 que o filme tenha qualquer pretens\u00e3o em ser um estudo social, mas a superficialidade com os quais esses personagens s\u00e3o tratadas, principalmente Marla, vai contra toda a for\u00e7a que ele apresenta nos seus primeiros momentos e, tendo em vista que as situa\u00e7\u00f5es nos quais s\u00e3o colocados carecem de qualquer complexidade narrativa, muito menos para sustentar a atmosfera que o thriller demanda, suas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas de garantir que o filme consiga chegar at\u00e9 o final. <\/p>\n\n\n\n<p>Sem explorar a presen\u00e7a de dois personagens que representam a mesma face da moeda e se relacionam em total obl\u00edvio de que h\u00e1 regras sociais, em um mundo pautado por seus pr\u00f3prios ideais, o roteiro apenas usa-os como personagens de a\u00e7\u00f5es que nada t\u00eam a dizer sobre o conflito. Apesar de ainda me entreter, por diversas vezes me peguei desinteressada no que iria acontecer; tudo parecia muito solto e gratuito. A impress\u00e3o que fica \u00e9 a de que Blakeson n\u00e3o sabia por qual caminho perseguir, abandonou plots (me pergunto o que poderia justificar o filme renunciar a presen\u00e7a de Jennifer) e escolheu o caminho mais f\u00e1cil, saturado de sequ\u00eancias de a\u00e7\u00e3o e com\u00e9dia slapstick que beiram a caricatura dos pr\u00f3prios g\u00eaneros quando todo o tom dual do filme estava exatamente na sutileza do texto e da dire\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"527\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?resize=790%2C527&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-26459\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/i-care-a-lot-fotos-scaled-1.jpeg?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O diretor n\u00e3o conseguiu encontrar um equil\u00edbrio entre os dois tons, resultando em um filme quase que esquizofr\u00eanico, que n\u00e3o consegue compreender a si mesmo. E se no in\u00edcio h\u00e1 uma cumplicidade entre o roteiro e a encena\u00e7\u00e3o, que o mant\u00e9m forte por uma boa parte da dura\u00e7\u00e3o, subsequentemente o que \u00e9 visto \u00e9 uma estiliza\u00e7\u00e3o ineficaz do roteiro. Do que vale ser est\u00e9tico, se nada acrescenta narrativamente? \u00c9 esse um dos grandes erros do filme, que abandona por completo as escolhas que antes o sustentavam. Percebe-se esse p\u00e9ssimo julgamento do diretor pelo fato de que o filme funciona muito melhor em cenas nas quais a ironia \u00e9 o fio condutor direto, sem muitos dispositivos est\u00e9ticos ou narrativos interferindo. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa um dos momentos mais fortes \u00e9 quando h\u00e1 o encontro entre Marla e Dean Ericson (Chris Messina), o advogado de Roman, filmado em um clima desafiador, evidenciando a iminente explos\u00e3o entre eles. A decupagem cl\u00e1ssica aqui, de plano e contra plano dos rostos de cada personagem, como um jogo de pingue pongue, \u00e9 eficaz na sua inten\u00e7\u00e3o de elucidar a ang\u00fastia e a competi\u00e7\u00e3o dos lados como tamb\u00e9m de elevar o roteiro e a atua\u00e7\u00e3o primorosamente amb\u00edgua da dupla em cena. O mesmo acontece na cena de encontro de Marla com Jennifer, que, minimamente drogada pelos rem\u00e9dios, participa de um jogo de insultos, mist\u00e9rios e poder com a curadora. O exagero crom\u00e1tico e estil\u00edstico n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio superficial, n\u00e3o h\u00e1 muito no que se agarrar, visto que \u00e9 um roteiro cujo foco n\u00e3o foi na constru\u00e7\u00e3o dos seus personagens ou no simbolismo cr\u00edtico que eles representam, mas sim no deslocamento deles em ambientes comuns, sem qualquer an\u00e1lise de suas atitudes e consequ\u00eancias. Aqui, embora n\u00e3o sejam exatamente originais, as sequ\u00eancias do roteiro, ent\u00e3o, se transformam em meros clich\u00eas inveross\u00edmeis ao contexto, que nada dizem, a n\u00e3o ser pelo fato de que h\u00e1 um belo trabalho do diretor de fotografia. Esse esvaziamento da experi\u00eancia com o conjunto da obra faz com que o filme se estabele\u00e7a em um lugar \u00f3bvio, onde nem mesmo a expectativa de quem ser\u00e1 a queda \u00e9 sustentada at\u00e9 o fim. <\/p>\n\n\n\n<p>Obras desse g\u00eanero necessitam de um envolvimento com o espectador, \u00e9 preciso que este se excite com o desenrolar dos fatos e destino dos personagens, independentemente, o que de fato n\u00e3o acontece aqui nessa jornada v\u00edvida. \u00c9 poss\u00edvel identificar exatamente o momento em que n\u00e3o havia mais interesse nenhum pela hist\u00f3ria: para mim, foi uma representa\u00e7\u00e3o clara de indiferen\u00e7a ao desfecho de Marla. Se ao menos a constru\u00e7\u00e3o tivesse mantido o cinismo sutil da mise en sc\u00e8ne do seu primeiro ato, a banalidade, \u00e0s vezes ris\u00edvel, dos momentos de cl\u00edmax ainda teriam tido um efeito envolvente. Nesse foco aos detalhes nus e crus de uma  interpreta\u00e7\u00e3o contida, de encena\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e equilibrada,&nbsp;ao menos era poss\u00edvel captar peculiaridades da personagem, capazes de intrigar o espectador, que o roteiro em si n\u00e3o ofereceu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"527\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?resize=790%2C527&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-26456\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICAL_01500_R.jpg?w=2370&amp;ssl=1 2370w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao se tratar de uma f\u00e1bula moralista, o filme quer que o p\u00fablico decida por um lado e, devido \u00e0s escolhas e solu\u00e7\u00f5es propostas para a obra, nem em rela\u00e7\u00e3o a isso h\u00e1 muito para ser debatido. O pouco que o longa se prop\u00f5e a revelar sobre os seus personagens \u00e9 o suficiente para criar uma l\u00f3gica de ju\u00edzo de valor, pautada aqui por um roteiro que apresenta o mafioso russo enquanto um filho preocupado e a protagonista como extremamente impass\u00edvel e apenas uma feminista de vaidade prepotente. \u00c9 poss\u00edvel medir os crimes? H\u00e1 diferen\u00e7as? Quem \u00e9 o verdadeiro criminoso? Sem dar chances para a sua protagonista, o diretor responde pelo espectador ao, numa tentativa de humaniza\u00e7\u00e3o, ilustrar a rela\u00e7\u00e3o de m\u00e3e e filho atrav\u00e9s da \u00f3tica da emo\u00e7\u00e3o, tendo o sentimentalismo como o cerne a partir do uso de planos que, apesar do tom fr\u00edvolo, ainda evidenciam o indiv\u00edduo e suas emo\u00e7\u00f5es, enquanto o relacionamento amoroso de Marla e Fran \u00e9 retratado de forma estilizada e artificial em jogos de paleta e planos que n\u00e3o acolhem suas a\u00e7\u00f5es, distanciando o espectador das emo\u00e7\u00f5es trocadas pelo casal. <\/p>\n\n\n\n<p>Intermitentemente, me questionei se o comprometimento de Marla com sua parceira era essencialmente pela rela\u00e7\u00e3o ou pelos benef\u00edcios na profiss\u00e3o, algo que n\u00e3o transpassou a minha percep\u00e7\u00e3o da humaniza\u00e7\u00e3o de Roman. Da forma que ambas foram mostradas, havia sempre uma frieza entre elas que a c\u00e2mera fazia quest\u00e3o de mostrar, fosse pelas cores, escolhas dos planos ou pelo tom da atua\u00e7\u00e3o, e que nunca refletia o que estava nas a\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos do roteiro. Nesse sentido, h\u00e1 mais uma evid\u00eancia da aus\u00eancia do desequil\u00edbrio da dire\u00e7\u00e3o em saber tonar os momentos do filme em rela\u00e7\u00e3o ao todo, resultando em um direcionamento da vis\u00e3o do espectador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um filme que, apesar das engenhosas performances, em destaque as de Rosamund Pike, Peter Dinklage e da veterana Dianne Wiest, ele n\u00e3o funciona e o abandono do jogo estil\u00edstico do primeiro ato enfraquece o roteiro j\u00e1 ordin\u00e1rio &#8211; embora funcional em termos de entretenimento -, principalmente quando levanta-se o g\u00eanero no qual ele est\u00e1 inserido: de nuances orquestradas. Trata-se de um roteiro que aborda ins\u00edgnias de imoralidade, capitalismo e quest\u00f5es de g\u00eanero, mas que se perderam na demasia e ordinariedade. Em meio a tantas hipocrisias da sociedade, Eu Me Importo ao menos consegue se colocar em um altar moralista e, com certeza, uma grande maioria do p\u00fablico ir\u00e1 cultu\u00e1-lo. Afinal, o pre\u00e7o pela imoralidade \u00e9 alto e deve ser pago. O preju\u00edzo, no entanto, foi contra si mesmo e o filme acaba por se pautar em uma estrutura completamente antag\u00f4nica ao que, inicialmente, havia proposto, reafirmando a defer\u00eancia moralista crist\u00e3 e hegem\u00f4nica do homem, literalmente, acima de todos e, em especial, de todas; imoralidade por imoralidade, que ven\u00e7a a masculina. De que adianta, portanto, Marla Grayson se intitular uma leoa em meio \u00e0s presas se o filme a trata como cordeiro em detrimento de si pr\u00f3prio?&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo thriller criminal sat\u00edrico da Netlix, &#8220;Eu me Importo&#8221; n\u00e3o surpreende, mas consegue entreter em meio aos percal\u00e7os do roteiro e dire\u00e7\u00e3o assinados por J Blakeson com a ajuda de atua\u00e7\u00f5es vibrantes do trio protagonista, entre eles Rosamund Pike que canaliza sua Amy Dunne. <\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":26453,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[4228,1164,3716,4320,4321,57,1856],"class_list":["post-26451","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-critica","tag-4228","tag-dianne-wiest","tag-eiza-gonzalez","tag-eu-me-importo","tag-j-blackeson","tag-netflix","tag-rosamund-pike"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Novo thriller criminal sat\u00edrico da Netlix, &quot;Eu me Importo&quot; n\u00e3o surpreende, mas consegue entreter em meio aos percal\u00e7os do roteiro e dire\u00e7\u00e3o assinados por J Blakeson com a ajuda de atua\u00e7\u00f5es vibrantes do trio protagonista, entre eles Rosamund Pike que canaliza sua Amy Dunne.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"cine\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-02-25T22:41:55+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-10-26T15:40:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2560\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1072\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Thaissa Barzellai\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@cinematologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cinematologia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Thaissa Barzellai\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\"},\"author\":{\"name\":\"Thaissa Barzellai\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/54ee004f691713dfa99fba19914b7fe1\"},\"headline\":\"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020)\",\"datePublished\":\"2021-02-25T22:41:55+00:00\",\"dateModified\":\"2021-10-26T15:40:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\"},\"wordCount\":2324,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1\",\"keywords\":[\"2021\",\"Dianne Wiest\",\"Eiza Gonz\u00e1lez\",\"Eu Me Importo\",\"J Blackeson\",\"Netflix\",\"Rosamund Pike\"],\"articleSection\":[\"Cr\u00edtica\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\",\"name\":\"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1\",\"datePublished\":\"2021-02-25T22:41:55+00:00\",\"dateModified\":\"2021-10-26T15:40:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1\",\"width\":2560,\"height\":1072},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\",\"name\":\"cine\",\"description\":\"Conectando pessoas ao mundo da tv.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization\",\"name\":\"cine\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1\",\"width\":600,\"height\":198,\"caption\":\"cine\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia\",\"https:\/\/x.com\/cinematologia\",\"http:\/\/instagram.com\/cinematologia\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/54ee004f691713dfa99fba19914b7fe1\",\"name\":\"Thaissa Barzellai\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0013e69833d457590dd74b766f345d0cd213269ddb265642f60486b270bfaca6?s=96&d=blank&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0013e69833d457590dd74b766f345d0cd213269ddb265642f60486b270bfaca6?s=96&d=blank&r=g\",\"caption\":\"Thaissa Barzellai\"},\"description\":\"Jornalista Cultural, Cr\u00edtica de Cinema e Produtora Executiva.\",\"url\":\"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/author\/thaissa-barzellai\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine","og_description":"Novo thriller criminal sat\u00edrico da Netlix, \"Eu me Importo\" n\u00e3o surpreende, mas consegue entreter em meio aos percal\u00e7os do roteiro e dire\u00e7\u00e3o assinados por J Blakeson com a ajuda de atua\u00e7\u00f5es vibrantes do trio protagonista, entre eles Rosamund Pike que canaliza sua Amy Dunne.","og_url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/","og_site_name":"cine","article_publisher":"http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia","article_published_time":"2021-02-25T22:41:55+00:00","article_modified_time":"2021-10-26T15:40:48+00:00","og_image":[{"width":2560,"height":1072,"url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","type":"image\/jpeg"}],"author":"Thaissa Barzellai","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@cinematologia","twitter_site":"@cinematologia","twitter_misc":{"Escrito por":"Thaissa Barzellai","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/"},"author":{"name":"Thaissa Barzellai","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/54ee004f691713dfa99fba19914b7fe1"},"headline":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020)","datePublished":"2021-02-25T22:41:55+00:00","dateModified":"2021-10-26T15:40:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/"},"wordCount":2324,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","keywords":["2021","Dianne Wiest","Eiza Gonz\u00e1lez","Eu Me Importo","J Blackeson","Netflix","Rosamund Pike"],"articleSection":["Cr\u00edtica"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/","name":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020) - cine","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","datePublished":"2021-02-25T22:41:55+00:00","dateModified":"2021-10-26T15:40:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","width":2560,"height":1072},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/critica-eu-me-importo-2020\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Cr\u00edtica | Eu Me Importo (2020)"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#website","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/","name":"cine","description":"Conectando pessoas ao mundo da tv.","publisher":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#organization","name":"cine","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/cropped-header-roxo.png?fit=600%2C198&ssl=1","width":600,"height":198,"caption":"cine"},"image":{"@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["http:\/\/facebook.com\/oficialcinematologia","https:\/\/x.com\/cinematologia","http:\/\/instagram.com\/cinematologia"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/54ee004f691713dfa99fba19914b7fe1","name":"Thaissa Barzellai","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0013e69833d457590dd74b766f345d0cd213269ddb265642f60486b270bfaca6?s=96&d=blank&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0013e69833d457590dd74b766f345d0cd213269ddb265642f60486b270bfaca6?s=96&d=blank&r=g","caption":"Thaissa Barzellai"},"description":"Jornalista Cultural, Cr\u00edtica de Cinema e Produtora Executiva.","url":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/author\/thaissa-barzellai\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3e386bd70a2d7cba99f965b67fad273bde-I-Care-A-lot-scaled.jpg?fit=2560%2C1072&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p95f5H-6SD","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26451"}],"version-history":[{"count":23,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29946,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26451\/revisions\/29946"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cinematologia.com.br\/cine\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}